Conhecidas geralmente por este termo, estas cobranças feitas mensalmente pela Caixa antes da entrega das chaves são compostas por dois valores:
-Juros relativos ao valor atual da sua dívida com a Caixa
-FGHAB: Fundo Garantidor da Habitação.
Basicamente os juros são conseqüência dos valores que a Caixa já entregou à construtura. Estes valores vão crescendo conforme a construtura vai cumprindo as etapas da obra (fundação, alvenaria, acabamentos etc), mas não são muito previsíveis, podendo ficar diferente do que é listado quando o contrato é assinado.
Para saber o máximo que este valor vai atingir, basta diminuir o valor da última parcela do valor da primeira:
Valor máximo = Valor da primeira parcela - Valor da última parcela
Isso se deve a parcela ser sempre composta de amortização+juros, como a amortização é fixa e na primeira parcela você deve "tudo" (máximo de juros), não tem como o valor cobrado antes das chaves ser maior do que este resultado.
Já o FGHAB foi criado para garantir o financiamento em casos de desemprego, morte ou invalidez permanente, você pode ter mais informações aqui: http://downloads.caixa.gov.br/_arquivos/fghab/fghab/FGHab_informa%C3%A7oes_gerais.pdf
Atenção: Todos os valores pagos antes da entrega das chaves não estão ajudando a pagar o financiamento! Inclusive o FGHAB é pago durante todo o financiamento e também não faz parte da amortização.
Obs: Não é necessário se preocupar caso não venha a cobrança logo após a assinatura do contrato. No meu caso levou 2 meses até vir a primeira carta da Caixa, então bastou eu depositar o valor correspondente na conta que aparece na cobrança, que deu tudo certo!
Isso tudo pode ser legal, mas ainda sim, considero um abuso. E se a construtora "resolver" atrasar a conclusão da obra, todos terão que ficar enchendo os cofres da CEF com esse "seguro". Para mim, isso é muito mais uma forma de recuperar uma parte do que eles chamam "subsídio". Desculpe o desabafo xará, mas sinto-me roubado, antes mesmo de estar morando no condomínio.
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